Flávio Colker (n. 1956, Brasil)

Vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Cidade do Mexico.  Em suas diferentes produções, Flávio Colker busca  os limites da fotografia. Ela é suporte para desenvolvimento de uma lógica e registro de uma mis en scene.  A fotografia em seu trabalho é conceitual e teatral. Aparece não apenas como espelho do mundo mas um espelho que reflete e inverte a própria ilusão das imagens. Duvida cruelmente de sua capacidade de ser fiel a existencia mas tambem se deleita muitas vezes no prazer de fotografar, na teatralidade da fotografia, como bem descreve Barthes.

Em algumas séries, lida com a pretensão de evocar a matéria. Constrói  uma tensão da matéria x imagem, como se esta fosse um vírus destinado a dominar a vida, congelando sua dimensão mais fundamental: o tempo. Esse embate com a imagem é construído com as alegorias, os disfarces e a teatralidade da ficção porque "a ficção resolve a existência com enorme prazer".

A dimensão e o suporte das imagens ganham força poética sendo pontos fundamentais de seu trabalho. O gigantesco x pequenino nas suas obras de paisagem. O fantasmagórico x presença nos retratos.  Para Flavio, o ambiente da arte é o lugar para a fotografia separar o existente e o imaginado, sempre na mesma imagem porque "a ideologia do marketing utiliza a fotografia para confundir as duas naturezas." 

A definição de natureza da fotografia foi trabalhada no seu papel de professor, tendo ocupado a cadeira de fotografia no departamento de Comunicação da PUC-Rio e lecionado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage onde se dedicou a desenvolver e encorajar projetos.

"Minha fotografia quer demonstrar a natureza ilusória dessa técnica.  Sem deixar de amar a fotografia, procuro demonstrar sua natureza fantasmagórica, propondo sempre um retorno a vida, a matéria nem que seja evidenciando a moldura, o suporte aonde a imagem é impressa."

" A fotografia possibilitou a criação de um novo alfabeto, uma nova escrita, feita de imagens. A mágica  que seduziu e paralisou Narciso, a imagem/reflexo invertido do mundo, agora serve, domada,  as nossas estratégias de dominação. Não seriamos mais dominados por ela? Meu trabalho no momento é lembrar que o feitiço pode se virar contra o feiticeiro. A imagem é perigosa... e por ser perigosa, é atraente. Ou perigosa por ser atraente."

 

doamorescolhido2 copy.jpg

SHOWS

2017  MARTHA PAGY ESCRITÓRIO DE ARTE –  Páginas Viradas / Rio de Janeiro
2016  PAÇO IMPERIAL –  Cântico / Rio de Janeiro

MUSEU BISPO DO ROSÁRIO ARTE CONTEMPORÂNEA- Das Virgens e Cardumes da Cor das Auras, curadoria Daniela Labra / Rio de Janeiro

2015  PAÇO IMPERIAL –  Maria Bethânia, curadoria Bia Lessa / Rio de Janeiro

2013– OI FUTURO instalação no Grande Campo_  Curadoria Alberto Saraiva

EAV RJ- A OUTRA CENA – curadoria.

LARGO DAS ARTES RJ  Entretempos.
CENTRO CULTURAL JUSTIÇA / RJ_ Parede Poster Arte.
Fotografia e Identidade– Texto sobre a História da Fotografia.

2008   LARGO DAS ARTES/ Rio de Janeiro_  Estrutura e Sensibilidade.

GALERIA MERCEDES VIEGAS/ Rio de Janeiro_ Matheus Rocha Pitta, Otavio Schipper, Mauro Restiffe, Flavio Colker.

2002 GALERIA LAURA MARSIAJ  / Rio de Janeiro_ As Coisas Não Precisam de Você.


Professor da cadeira Fotografia  no Departamento de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica – PUC / Rio de Janeiro

 

 ACERVO

Coleção MAM SP_ 5 retratos: Caetano Veloso, Cazuza, Jaque Leirner, Daniel Senise, Supla.

 

COLEÇOES

Madalena Vaz Pinto, Lui Farias, Felipe Hirsch, Dario Pegoretti, Frances Marinho, Jaqueline Plass, Claudio Antunes, Mauro Ferman, Antonio Murta, Antonio Quinet, Bia Kuhn, Lica Cecatto, Jaqueline Vojta.

 

PREMIOS

Melhor roteiro, melhor filme, melhor atriz para o filme Metal Guru no festival Mix Brasil. Seleção de festivais GLS na ALemanha, Italia, França, Japão, Inglaterra, EStados Unidos.